Que domingo bem frio!
segunda-feira, 27 de junho de 2011
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Ilona Christensen
Demorei para acreditar que Ilona Christensen, minha amiga e diretora de teatro morreu, eu não sabia. É assim. Nos afastamos uns dos outros por tantos motivos que nem sentimos o tempo passar, de repente paramos para pensar nas coisas que fazíamos e lembramos dos que estavam junto com a gente. Foi assim que pensei na Ilona e vi uma mensagem noticiando o acontecimento, bem depois, mas eu não sabia, não li jornal, não vi, não tinha notícias, não fiz contatos nos últimos tempos. Então somente hoje eu aceitei que é verdade. Ilona era minha amiga, temperamento difícil, mas nos entendíamos. Formada em Artes dramáticas pela UFRGS, adorava teatro. Ilona vivia criando histórias, imaginando cenários, luzes, encenações de todas as formas, criava coisas difíceis de interpretar, mas ensinava, me fazia acreditar que eu ia conseguir. Fundou o Teatro de Bolso na casa dela, depois o Teatro Pirâmide como parte deste. Com Ilona fui atriz profissional, preparada por ela para atuar bem. Na peça de teatro infanto-juvenil "Os Meninos Verdes" eu participei interpretando uma vizinha de Cora Coralina (personagem). A peça foi uma adaptação por Ilona Christensen de um livro da poetisa Cora Coralina, levamos meses ensaiando o jeito de segurar os bonecos e conversar com eles em cena, sem mexer os lábios quando era a vez deles falarem, tinha que contracenar com os bonecos, torná-los expressivos, manipulando com cordinhas transparentes. E dançar num palco pequeno, cantando e silenciosamente contando os passos e controlando os movimentos para não bater em nada, foi difícil, mas Ilona sabia o que ensinava, acreditava no trabalho dela, confiava. Na história do Passarinho que queria casar, então! Nem pensei que seria possível a proposta dela. Eram mais de 60 personagens para três atores, sempre conto esta história, do quanto ensaiamos para criar movimentos e vozes. Lembrar da Ilona pedindo para eu cantar com voz de passarino, falar com voz de formiga, discutir com voz de rato... me faz rir sempre. O título da peça tinha uma palavra de trás pra diante, tinha que ser assim: Um ohnirassap quer casar. A Ilona acreditava no mundo espiritual, em seres da natureza, como fadas, guinomos e duendes vivendo entre as plantações. Foi bailarina, diretora de teatro, atriz, escritora, cenógrafa, tudo ela fazia pelo teatro e ensinava. Ilona era assim, muito além. Desejo que ela esteja em harmonia, na luz, na paz de quem cumpriu a missão. Querida Ilona, muito obrigada! Seja feliz onde estiveres no teu ser espiritual.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Momento de reflexão
O que são direitos humanos? O que é a dignidade da pessoa humana? Porque buscamos o Poder Judiciário? O que nos garante a Constituição Federal?
Somos todos iguais perante a Lei?
Somos todos iguais perante a Lei?
Fumaça do vulcão
Alguns palestrantes não puderam comparecer ao II Congresso Internacional de Direitos Humanos por causa da fumaça do vulcão do Chile. O aeroporto de Porto Alegre havia fechado.
Olhar criminológico
Da última palestra:
"Uma das lutas micro políticas é obter um mundo livre de drogas"
"A criminologia demonstra que a política atual é um equívoco. É preciso criar uma nova política de combate às drogas"
"Defender opções de controles diferentes das atuais"
"Como deve ser uma nova política? Não se tem resposta. É matéria em discussão"
"Prender não faz sentido"
"O Estado deve ter o controle estatal das substâncias, mas não a partir do aparato penal"
"Temos que apostar em outro regime que não seja o penal"
Estes foram os últimos temas debatidos: drogas e código penal.
O que fazer de concreto? Resposta: Educação
"Uma das lutas micro políticas é obter um mundo livre de drogas"
"A criminologia demonstra que a política atual é um equívoco. É preciso criar uma nova política de combate às drogas"
"Defender opções de controles diferentes das atuais"
"Como deve ser uma nova política? Não se tem resposta. É matéria em discussão"
"Prender não faz sentido"
"O Estado deve ter o controle estatal das substâncias, mas não a partir do aparato penal"
"Temos que apostar em outro regime que não seja o penal"
Estes foram os últimos temas debatidos: drogas e código penal.
O que fazer de concreto? Resposta: Educação
Direitos para todos
"Todos tem o direito de ser o que querem e ir até "além disso", buscando mudança, transformações".
Elisiane Pasini falou que a partir da luz das feministas as mulheres são objetos dos homens. A atividade da prostituição é vista como um abuso, uma vilência contra a mulher e para feministas acadêmicas e liberais as prostitutas fizeram uma escolha. A prostituição é vista como uma profissão, um contrato. É preciso construir uma sociedade com direitos para todos.
Marcelly Malta é presidente de ONG/RS, organização dos travestis e transsexuais. Disse que 98% das Travestis são ainda profissionais do sexo. Em função do preconceito poucas frequentam as escolas. A nível nacional menos de 10% frequentam curso superior. Existem um milhão e trezentos travestis a nível nacional.
Se descobrem ao longo do tempo. Na questão de discriminação e preconceito passou por muitas dificuldades. Quando tinha 15 anos perguntou para uma pessoa que conheceu: - O que eu sou?
Ouviu como resposta: - Tu é uma travesti. O nome social é o nome escolhido para ser chamada, mas tem que ter autorizaão do Ministério Público. "Só nós sabemos a dor de ser o que somos".
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