sexta-feira, 12 de agosto de 2011

A corda

A corda pula sozinha
a corda parece a cobra
a corda trança e destrança
e dança e firma e alcança
Rebenta a corda do lado
podre

Nada

O nada é tudo que não é dito
ou nada é um vazio infinito
silêncio que esconde o medo
que acha que sempre é cedo
O nada é tão profundo
que é melhor nada no mundo
o nada é quando pode ser tudo
e não é nada
nada, nada, nada

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

O dia D3

A garrafa de cebola
tem cheiro de amendoim
ou será capim?
Não bebo
Não é pra mim
O cheiro do cigarro tem gosto
de abacaxi não sei que importa se
é bom ou ruim? Que pensam eles de mim?

O dia D2

Na sombra do sinamomo
sinto um vento soprar
respiro o som que ouço do ar
balança a rede de madeira e correntes
ringindo bem devagar
fecho os olhos e te vejo a sorrir
louca muito louca devo estar
sem juizo da realidade e sem querer voltar
quero ir contigo
dançar, dançar, dançar
louca, louca, devo estar
cai as cordas, correntes, nem sei
ai
vou acordar...que medo, medo de falar...

O dia D1

E os pés pelados pra cima
mostram o chapéu sem aba
lembrando a praia cercada de preto
com pombas que voam na sobrancelha
da tartaruga
que corre rápido igual a lesma descendo 
a escada rolante das pessoas que sobem para
contrariar a si mesmas sem culpa
Na calçada macia igual arame farpado feito de
plástico por engano dorme um milionário depois
do bilhete premiado
ainda rolam os pingos nas nuvens
 da chuva que passou...

O dia D

Quero ver as flores dos campos
em tardes de primavera
caminhar na noite escura sem medo
sabendo o caminho que sigo
sem nenhum perigo
Quero continuar amando
e sorrindo
Quero ver pessoas sinceras
em dias de chuva e frio
com barro na rua
Atravessar sinaleiras sozinha
Olhar o relógio da rua e ver
 que é hora de morrer  
e viver
Quero ver o sol na janela sem grades
abrir a porta sem fechar deixando entrar
 qualquer um
Qualquer coisa é preciso
O que falo e o que não digo
E aquilo que li no livro? Ainda bem
que é só um livro
E todas as pedras são de pano
E o fogo um tecido de seda transparente
nenhum um pouco ardente
Aquelas águas de vidro jorrando no quadro
balançam no vento sem nunca cair
É hora de amar e sorrir
Vejo a mulher que rebola e balança os dedos
no ar
com desejo nos olhos de se embelezar
E o homem que era dela não sabia quem era ela
Na noite em que o sol brilha depois da montanha
revelo o sétimo céu de outono em agosto...





terça-feira, 9 de agosto de 2011

Saúde e administração pública

Por que faltam médicos e leitos nos Hospitais? Tem tanta gente sofrendo por falta de atendimento, por ter que esperar horas, dias, meses e até mais de ano por um tratamento médico que chega ser um horror. Se tudo é consequência de "falta de verba" e reivindicações salariais não atendidas a altura das qualidades de um profissional, então vamos todos nos unir por mais solidariedade humana e REZAR. Pensando em saúde e administração pública, sabemos que muito dinheiro é desviado, mas quem desvia? Bom, não vou me preocupar com isto, senão vou adoecer. Mas que é preciso providências "pra já", isto é. O que EU posso fazer?

Jornada política (texto 3)

 Nesta minha jornada política desbravadora tem horas que me perco em meio a tantas informações que chegam em meus endereços eletrônicos. Mas...